14 de novembro de 2011

Almir Sater - o orgulho de uma cidade morena

Mato Grosso do Sul é conhecido no âmbito musical por exportar artistas ligados ao sertanejo universitário, porém, em 1956 nascia um que levaria nosso nome emaranhado na sua viola e em suas composições.
Almir Eduardo Melke Sater, conhecido por Almir Sater, nasceu em Campo Grande, a minha bela cidade morena,  no dia 14 de novembro.
Com 55 anos de idade, Almir  representou  Campo Grande não só na música como na atuação, pois, para quem não se lembra ele foi parte do elenco de Pantanal,  Ana Raio e Zé Trovão e até rolou boatos de que ele foi convidado para participar da novela global Cordel Encantado, porém, devido sua extensa agenda de shows e compromissos durante o ano, teve que recusar o convite. 
Considerado como um dos melhores violeiros existentes no país, as composições Chalana, Tocando em frente e Um violeiro Toca, são músicas que confesso serem minhas favoritas.
Hoje,  nosso cenário musical deixa a desejar, mas ao escutar Almir  percebo que dificilmente aparecerá alguém capaz de colocar na música, elementos que só Campo Grande e Mato Grosso do Sul possuem, como por exemplo o sentimento e a simplicidade do homem pantaneiro.

Parabéns a Almir Sater pelos 55 anos e que a arte dê em dobro todo o orgulho que ele  já nos proporcionou em todo esses anos como músico e ator!

  

10 de novembro de 2011

À Marcelo Tas

Desde que me entendo por gente o Marcelo Tas está na minha vida. Seja como jornalista, seja como interprete de um personagem infantil ou pelas redes sociais.
Hoje, esta pessoa que praticamente me criou e se tornou meu exemplo a seguir completa 52 anos. Mas a idade perante o legado que ele vem nos deixando na comunicação é apenas um mero detalhe.
Tas é praticamente o pioneiro  deste novo jornalismo. O jornalismo sem medo e ousado, que com um toque de humor ácido, não só informa como ensina os telespectadores admiradores deste formato.
Seu jeito ácido, realista, perseverante e ao mesmo tempo doce e alegre fez com que ele fosse o que é hoje. Admirado e seguido por mais de dois milhões de pessoas no twitter. 
Abstenho-me de contar sua carreira, até porque ela já virou livro e é algo que contam todo ano. Mas as palavras que se seguem não é só um agradecimento da minha parte, como a minha história ligada ao trabalho e caminho traçado por  Tas nestes 30 anos de carreira.
Quando criança, adorava ver televisão. Era de praxe  correr para frente daquele tubo infecto para ver desenhos, seriados infantis ou qualquer programa infantil que tivesse passando no horário, enquanto brincava com um jogo qualquer.
O desenho Cavalo de fogo, Rá-Tim-Bum (na época reprisando) e Castelo Rá-Tim-bum eram os meus prediletos. Ra-Tim-bum passava na hora do almoço, para ser mais exata, às 13h15 da tarde. E aquela figura preta e branca que aparecia de um fundo que me levava a tentar imaginar o que teria além dele, me encantava.  Era o Professor Tiburcio, interpretado por Marcelo Tas. Foi aí que tive minha primeira visão do que seria um professor. Depois do Rá-Tim-bum vinha o Castelo e os quadros dos cientistas, do bichinho com risada maléfica e o Porque sim não é resposta, eram o que eu mais gostava de assistir.
Telekid e seu porque sim não é resposta foi, acredito eu, o principal motivo pelo qual me tornei curiosa para saber o porque de tudo. Tendo assim me incentivado a leitura.
Os anos se passaram, fui crescendo vendo esses dois programas até então exibidos na Tv Cultura, Ra-Tim- Bum hoje não reprisa mais, apenas o Castelo e no dia 17/03 vejo novamente a figura que mais fez parte da minha infância. Só que agora sem bonezinho e tão menos sem seu figurino e seus cabelos rebeldes. Era Marcelo Tas, em uma bancada, de terno, gravata, óculos escuros e careca. Mas ainda passando a mesma energia e com o mesmo olhar doce que me acolhia quando criança, quando dizia seu famoso ‘Olá, Classe!’.  Começou ai então uma nova descoberta: Tas seria o jornalista e o meu exemplo a seguir.
As historias dos encontros que tive com ele são as melhores possíveis. Momentos de encantamento e tietagem são o que definem essa história. Sem claro falar do carinho e atenção que ele sempre me deu nesses encontros. E hoje, quando meu ídolo (me orgulho muito em dizer isso) completa 52 anos a única coisa que lhe tenho a desejar, além de sucesso, é paciência, paz e, sobretudo saúde, amor e felicidade, para que ele continue assim nos dando alegria, nos informando, nos educando e nos mostrando que por mais difícil que se pareça um sonho, o castelo pode se transformar em realidade.

Obrigada Marcelo Tas, por tudo! Por nos ensinar sorrindo e por ter me acrescentado valores que levarei durante toda a minha vida! 




4 de novembro de 2011

O jornalismo nas novas midias


Ao contrario do que muitos pensam, os jornalistas brasileiros ainda preferem o youtube como ferramenta de trabalho do que o facebook e o twitter.
Segundo o estudo, que ouviu 80 profissionais, a maioria em cargos de chefia, 89% dos jornalistas usam o YouTube/Vimeo para fins pessoais e profissionais. O Twitter e Facebook aparecem empatados com 80% da preferência. O Google+, lançado há menos de 5 meses, já conquistou 61% dos jornalistas. O Flickr/Instagram aparece com 33%, Linkedin com 28%, Orkut, 26%, Foursquare/Gowalla 16% e Tumblr 10%.
A pesquisa feita pela Associação Nacional de Jornais (ANJ) também mostra que 68% dos jornalistas são incentivados a usar as redes profissionalmente. 93% dos jornalistas também usam esses ambientes virtuais para encontrar fontes e cases. Apesar de o uso ser incentivado nas redações, 70% das empresas de comunicação já admitiram que tiveram que advertir ou demitir profissionais pelo uso incorreto das redes.
Acredito que o impacto das redes sociais no jornalismo,  se deva a interação e o resultado rápido que determinada informação oferece nos clientes, telespectadores ou leitores. Sendo que também o seu custo é inferior aos das midias convencionais. ( Rádio, TV, Jornal, etc.).

3 de novembro de 2011

O Palhaço: o picadeiro em uma tela de cinema


Desde que me entendo por gente sou fã do Selton Mello. Lembro-me até hoje do primeiro trabalho que vi dele. Caramuru, a história do descobrimento do Brasil. Ali parecia apenas uma previsão do sucesso que estaria por despertar no cinema nacional.
Enfim, na noite desta quarta- feira (2) fui assisti-lo em seu mais novo trabalho: O Palhaço; Um filme que leva o picadeiro para uma enorme tela branca. Senti-me uma criança novamente vendo sua trupe predileta de circo fazer piruetas, enquanto que os palhaços me faziam rir.
Em tempos que parece estar esquecida a verdadeira arte circense, Selton Mello apareceu com uma trupe formada por grandes atores e me lembrou a pureza e porque não dizer a beleza que era assistir um palhaço fazendo graça.  Ouso até, depois do encantamento que me causou tal filme, compará-lo a um trecho de uma música: "Que o palhaço é. No grande circo apenas o ladrão. Do coração de uma mulher."
Selton conquistou meu coração com sua atuação impecável de palhaço. As vezes confesso que me lembrava um pouco um dos grandes clowns da história: Charles Chaplin. Mas não só Selton Mello teve uma atuação brilhante, mas Paulo José também soube encarnar a verdade que um palhaço tras em sua alma.
A luta para sobreviver e mesmo assim ter que fazer os outros rirem é algo que foi muito bem representado na trama. O picadeiro, terrenos baldios, a trupe circense chegando na cidade, tudo eram de causar comoção a quem já viveu isso.
Nada tenho a declarar sobre o filme a não ser dizer que sinceramente merece ser aplaudido de pé tal obra prima, que de tão bela posso considerar sem medo de me parecer exagerada, uma poesia recitada em uma grande tela. Poesia esta que ao meu ver merecia até um Oscars. Mas, de qualquer forma o reconhecimento para um artista ainda é sua maior premiação. Então, quero deixar aqui registrado meu reconhecimento a um filme que soube trazer de volta a simplicidade da graça que um palhaço possui.


O gato bebe leite, o rato come queijo e o cinema brasileiro? Marca história!

1 de novembro de 2011

Uma dose de Cazuza e um algo mais que me dê alegria

Falar de Cazuza pra mim é algo bem pessoal. Toda vez que escuto suas canções o considero não apenas como um ótimo interprete e um poeta incompreendido de sua geração, mas sinto como se ele estivesse ao meu lado, por perto,  entendendo tudo que se passa.
Com isso Cazuza se tornou não só o meu ídolo, como uma “companhia” tanto nas horas boas como nas ruins da vida.
Ele era louco, vivia como bem entendia e por conta disso o perdemos. Mas mesmo que a sociedade o julgue o pior dos exemplos, Cazuza morreu falando de amor e contradizendo totalmente a teoria de que não se pode ser poeta quando se ama alguém. Até porque,  ele amava o que fazia, com quem fazia e para quem fazia. Eis o segredo de seu sucesso.
E enquanto ele diz em Ideologia que seus heróis morreram de overdose, eu digo que o meu morreu de HIV,  mas viveu intensamente cada minuto da sua vida, deixando para a história um legado que lhe daria a alcunha de poeta e o eternizaria na mente de cada um dos seus fãs durante varias gerações seguintes. 

Cazuza, agora só queria  dizer que te amo, tanto!



Cantando a gente inventa.
Inventa um romance, uma saudade, uma mentira...
Cantando a gente faz história.
Foi gritando que eu aprendi a cantar:sem nenhum pudor, sem pecado. 
Canto pra espantar os demônios, pra juntar os amigos.
Pra sentir o mundo, pra seduzir a vida.
Cazuza

31 de outubro de 2011

Halloween: simbolos e significado


Toda cultura, seja ela pagã ou não, possui simbolos. Esses simbolos além de servirem como representação, possui significados. E como hoje comemora-se o Halloween, festa que na sua origem era um festival que maracava o fim do verão no calendário celta, resolvi procurar os significados dos simbolos do Halloween.

As bruxas:  são as principais simbologias dessa festa. As histórias contam que as bruxas participavam de festas realizadas pelo diabo, que normalmente eram realizadas em 30 de abril e 31 de outubro. Tal crença chegou aos Estados Unidos por seus colonizadores e a partir daí se espalhou por todo o mundo, tomando várias formas diferentes.

As abóboras e velas: as abóboras simbolizam fertilidade e sabedoria, enquanto as velas servem para iluminar o caminho dos espíritos. Conta a lenda que a prática de cortar a abóbora e colocar uma vela acesa dentro dela surgiu da estória de Jack, homem que gostava muito de beber e que se encontrou com o diabo no dia em que bebeu em demasia. Esperto, aprisionou o diabo em vários locais até o dia em que, de tanto beber, morreu. Sua entrada no céu foi negada e no inferno também, já que humilhava o diabo em vida. A partir daí a alma de Jack passou a perambular pelo mundo. As abóboras iluminadas então passaram a ser utilizadas por Jack para fugir da escuridão e iluminar seu caminho.

O gato Preto: é um símbolo ligado às bruxas, pois elas conseguem se transformar em gatos. Outras superstições acerca dos gatos são que esses são fontes de azar e que também são espíritos de pessoas mortas.

Travessuras ou gostosuras: é uma brincadeira existente desde o século IX. Neste período as pessoas faziam os “bolos das almas” com massa simples e cobertura de groselha para entregar às crianças que, devidamente fantasiadas, batiam de porta em porta para pedir os bolos. Em troca de cada pedaço de bolo, a criança se comprometia a rezar pela alma de um parente de quem lhe ofereceu.

A vassoura: é um símbolo do poder feminino em limpar tudo aquilo que traz consequências negativas para a vida, como eletricidade e pensamentos negativos.

O morcego: simboliza a visão que ultrapassa as aparências e consegue ver o íntimo das pessoas.

A maçã: fruta associada aos deuses do amor, é utilizada na festa como símbolo de vida.

► As cores mais usadas na festa de halloween também possuem significados que fazem a diferença na noite dos santos:
 
Laranja: cor que traz vitalidade, energia e força. Acreditam que os espíritos se aproximavam dos que estavam de laranja para lhe sugar as energias.
 
Preto: cor predominante dos magos, bruxas, feiticeiras e sacerdotes do mestre das trevas.
 
Roxo: simboliza a magia presente em toda a comemoração de halloween.


Fontes - Wikipedia e Brasil escola

Carlos Drummond de Andrade: 109 anos de um modernista brasileiro

Em tempos onde não se diz mais meu amor, Carlos Drummond de Andrade seria considerado um careta apaixonado. Apesar de o proprio Drummond não dar muita vazão para as datas, demostrado muito bem no poema O tempo passa? Não passa -  “São mitos do calendário tanto o ontem como o agora, e o teu aniversário é um nascer toda a hora…”, hoje, quando o autor completaria 109 anos, foi instituido o dia 'D' em sua homenagem, com direito até a site < http://diadrummond.ims.uol.com.br/ > lançado no inicio do mês.
Mas, meu poema predileto de Drummond se chama Anoitecer.  Publicado no livro a Rosa do Povo, este poema foi o ponta pé inicial  para minha curiosidade e gosto pela vida e obra deste poeta modernista mineiro.

Anoitecer
(Carlos Drummond de Andrade)

É a hora em que o sino toca,
mas aqui não há sinos;
há somente buzinas,
sirenes roucas, apitos
aflitos, pungentes, trágicos,
uivando escuro segredo;
desta hora tenho medo

É a hora em que o pássaro volta,
mas de há muito não há pássaros;
só multidões compactas
escorrendo exaustas
como espesso óleo
que impregna o lajedo;
desta hora tenho medo.

É a hora do descanso,
mas o descanso vem tarde,
o corpo não pede sono,
depois de tanto rodar;
pede paz - morte - mergulho
no poço mais ermo e quedo;
desta hora tenho medo.

Hora de delicadeza,
gasalho, sombra, silêncio.
Haverá disso no mundo?
É antes a hora dos corvos,
bicando em mim, meu passado,
meu futuro, meu degredo;
desta hora, sim, tenho medo

~♠~