1 de novembro de 2011

Uma dose de Cazuza e um algo mais que me dê alegria

Falar de Cazuza pra mim é algo bem pessoal. Toda vez que escuto suas canções o considero não apenas como um ótimo interprete e um poeta incompreendido de sua geração, mas sinto como se ele estivesse ao meu lado, por perto,  entendendo tudo que se passa.
Com isso Cazuza se tornou não só o meu ídolo, como uma “companhia” tanto nas horas boas como nas ruins da vida.
Ele era louco, vivia como bem entendia e por conta disso o perdemos. Mas mesmo que a sociedade o julgue o pior dos exemplos, Cazuza morreu falando de amor e contradizendo totalmente a teoria de que não se pode ser poeta quando se ama alguém. Até porque,  ele amava o que fazia, com quem fazia e para quem fazia. Eis o segredo de seu sucesso.
E enquanto ele diz em Ideologia que seus heróis morreram de overdose, eu digo que o meu morreu de HIV,  mas viveu intensamente cada minuto da sua vida, deixando para a história um legado que lhe daria a alcunha de poeta e o eternizaria na mente de cada um dos seus fãs durante varias gerações seguintes. 

Cazuza, agora só queria  dizer que te amo, tanto!



Cantando a gente inventa.
Inventa um romance, uma saudade, uma mentira...
Cantando a gente faz história.
Foi gritando que eu aprendi a cantar:sem nenhum pudor, sem pecado. 
Canto pra espantar os demônios, pra juntar os amigos.
Pra sentir o mundo, pra seduzir a vida.
Cazuza

31 de outubro de 2011

Halloween: simbolos e significado


Toda cultura, seja ela pagã ou não, possui simbolos. Esses simbolos além de servirem como representação, possui significados. E como hoje comemora-se o Halloween, festa que na sua origem era um festival que maracava o fim do verão no calendário celta, resolvi procurar os significados dos simbolos do Halloween.

As bruxas:  são as principais simbologias dessa festa. As histórias contam que as bruxas participavam de festas realizadas pelo diabo, que normalmente eram realizadas em 30 de abril e 31 de outubro. Tal crença chegou aos Estados Unidos por seus colonizadores e a partir daí se espalhou por todo o mundo, tomando várias formas diferentes.

As abóboras e velas: as abóboras simbolizam fertilidade e sabedoria, enquanto as velas servem para iluminar o caminho dos espíritos. Conta a lenda que a prática de cortar a abóbora e colocar uma vela acesa dentro dela surgiu da estória de Jack, homem que gostava muito de beber e que se encontrou com o diabo no dia em que bebeu em demasia. Esperto, aprisionou o diabo em vários locais até o dia em que, de tanto beber, morreu. Sua entrada no céu foi negada e no inferno também, já que humilhava o diabo em vida. A partir daí a alma de Jack passou a perambular pelo mundo. As abóboras iluminadas então passaram a ser utilizadas por Jack para fugir da escuridão e iluminar seu caminho.

O gato Preto: é um símbolo ligado às bruxas, pois elas conseguem se transformar em gatos. Outras superstições acerca dos gatos são que esses são fontes de azar e que também são espíritos de pessoas mortas.

Travessuras ou gostosuras: é uma brincadeira existente desde o século IX. Neste período as pessoas faziam os “bolos das almas” com massa simples e cobertura de groselha para entregar às crianças que, devidamente fantasiadas, batiam de porta em porta para pedir os bolos. Em troca de cada pedaço de bolo, a criança se comprometia a rezar pela alma de um parente de quem lhe ofereceu.

A vassoura: é um símbolo do poder feminino em limpar tudo aquilo que traz consequências negativas para a vida, como eletricidade e pensamentos negativos.

O morcego: simboliza a visão que ultrapassa as aparências e consegue ver o íntimo das pessoas.

A maçã: fruta associada aos deuses do amor, é utilizada na festa como símbolo de vida.

► As cores mais usadas na festa de halloween também possuem significados que fazem a diferença na noite dos santos:
 
Laranja: cor que traz vitalidade, energia e força. Acreditam que os espíritos se aproximavam dos que estavam de laranja para lhe sugar as energias.
 
Preto: cor predominante dos magos, bruxas, feiticeiras e sacerdotes do mestre das trevas.
 
Roxo: simboliza a magia presente em toda a comemoração de halloween.


Fontes - Wikipedia e Brasil escola

Carlos Drummond de Andrade: 109 anos de um modernista brasileiro

Em tempos onde não se diz mais meu amor, Carlos Drummond de Andrade seria considerado um careta apaixonado. Apesar de o proprio Drummond não dar muita vazão para as datas, demostrado muito bem no poema O tempo passa? Não passa -  “São mitos do calendário tanto o ontem como o agora, e o teu aniversário é um nascer toda a hora…”, hoje, quando o autor completaria 109 anos, foi instituido o dia 'D' em sua homenagem, com direito até a site < http://diadrummond.ims.uol.com.br/ > lançado no inicio do mês.
Mas, meu poema predileto de Drummond se chama Anoitecer.  Publicado no livro a Rosa do Povo, este poema foi o ponta pé inicial  para minha curiosidade e gosto pela vida e obra deste poeta modernista mineiro.

Anoitecer
(Carlos Drummond de Andrade)

É a hora em que o sino toca,
mas aqui não há sinos;
há somente buzinas,
sirenes roucas, apitos
aflitos, pungentes, trágicos,
uivando escuro segredo;
desta hora tenho medo

É a hora em que o pássaro volta,
mas de há muito não há pássaros;
só multidões compactas
escorrendo exaustas
como espesso óleo
que impregna o lajedo;
desta hora tenho medo.

É a hora do descanso,
mas o descanso vem tarde,
o corpo não pede sono,
depois de tanto rodar;
pede paz - morte - mergulho
no poço mais ermo e quedo;
desta hora tenho medo.

Hora de delicadeza,
gasalho, sombra, silêncio.
Haverá disso no mundo?
É antes a hora dos corvos,
bicando em mim, meu passado,
meu futuro, meu degredo;
desta hora, sim, tenho medo

~♠~

29 de outubro de 2011

Livro, câmera, ação!


A leitura é inspiradora e o mercado cinematografico sabe bem disso. É inegável o fato de que muitas das obras da 7ª arte vieram inicialmente das páginas de um livro. Como é o caso de Harry Potter, Crepúsculo, Marley e Eu, O caçador de pipas, Código Da Vinci, Anjos e demônios, O nome da Rosa, James Bond, Crônicas de Narnia, o recente Percy Jackson, dentre outros.   E até mesmo algumas produções nacionais como no caso de Carandiru e Cidade de Deus já tiveram sua obra literária adaptada para o cinema. 
E não é apenas no cinema que a literatura tem colocado sua marca, pois, os produtores de seriados também tem investido e muito em histórias literárias e as adaptando para a televisão.
As séries The Vampire Diaries, Gossip Girl, Games of  Thrones, Dexter, Pretty Little Liars, True Blood, e a série nacional O Divã, são bons exemplos desta façanha produzida nos estúdios. 

Mas, diante de tudo isso, devo concordar que não importando a mídia a qual o livro foi adaptado ou reproduzido, nada substitui uma boa história e um bom autor!

10 de outubro de 2011

A primeira esposa de Pearl S. Buck

Sempre que me perguntam qual é o meu livro predileto, digo que é este e acredito que  quem curta a cultura oriental, vai também gostar dele.
A obra 'A primeira esposa' escrita  por Pearl S. Buck, traz a tona a discussão do papel da mulher na antiguidade que com o tempo assumiu um posto que se iguala e algumas vezes até mesmo supera ao do homem.
Pearl S. Buck
A China, país onde se passa a história, sempre foi conhecido por ser um país de leis rigidas e profundamente disciplinado, e essas caracteristicas são apresentadas na vida de uma chinesa que foi educada apenas para servir o marido, os sogros e educar seus filhos.
Porém, seu marido, após uma viagem que fez ao Ocidente para estudar, volta diferente e mesmo ela tentando ser como ele desejava, sua criação, principios e até mesmo conceitos que tinha sobre ser 'Esposa' foram mais fortes, e a impediram da mudaça que poderia ter segurado seu marido.
A historia termina de uma forma que não vou contar. Mas, para quem gosta de uma boa literatura estrangeira, tá aí uma boa dica. Até porque, apesar do livro ter sido escrito em 1933, ele debate vários assuntos que até hoje são tema de discussões, como o papel da mulher na sociedade e  o adultério.

24 de julho de 2011

O sensacionalismo exacerbado

No ultimo sábado estourou na mídia a morte da cantora inglesa Amy Winehouse, mais conhecida pelos bafões cometidos do que propriamente pela sua obra que convenhamos era de tirar a peruca.
O fato aqui a ser comentado é o exagero, como sempre, da mídia em volta do caso.  Amy Winehouse não era perfeita e ninguém é. Que atire a primeira pedra quem nunca ficou de pileque ou pagou um certo mico?
Lógico que não faço apologia as drogas nem tão menos ao álcool, apesar de ser fã de um belo Whisky, mas, querer que alguém seja exemplo de perfeição só por ter uma fama do quilate que a Amy conseguiu é um tanto demais e chega ser até cruel.  Sendo que, nem sempre a fama é sinônimo de felicidade.
Ter tudo não quer dizer que você é feliz. Amy já não era mais conhecida pela qualidade de suas músicas. Já tinham dado a ela um status de bêbada, drogada, causadora de problemas. Só que ninguém parava pra pensar no porque de tudo isso. E ninguém parou pra pensar que apesar dos carinhos dos fãs, faltava algo a ela que a própria fama não dava e que a mídia e sua sede de sensacionalismo insaciável, ocultava.
E como diria aquele ditado: Não adianta chorar pelo leite derramado. Assim como não adianta elogiá-la agora, dizendo o quanto sua voz era marcante e o quanto ela revolucionou a música britânica e mundial trazendo de volta o Jazz e colocando nele toda sua personalidade.
Amy e nem um artista deve ser visto como exemplo de perfeição. Ninguém é perfeito. Cometemos erros até mesmo sem saber, por motivos que muitas vezes são nobres ou bem mais fortes do que a gravidade do erro. E é isso que repudio na mídia atual. Essa necessidade de querer que seus “produtos” sejam sempre perfeitos e blindados a qualquer critica a ponto de terem a audácia de compará-los a um Deus. 
Temos que parar de exigir a perfeição dos outros e abrir os olhos para a realidade. O mundo não é perfeito, nada é perfeito!  

Ps - Meus pesames aos fãs da Amy. Eu como fã de duas pessoas que são exemplo de profissionais para mim hoje, consigo imaginar o quão dificil deve ser de perder um ídolo, ainda mais desta forma e tão cedo.

22 de julho de 2011

Carta a solidão

Tu compania minha
Onde estás?
Te escrevo mal traçadas linhas
dessa vontade que tenho em lhe reencontrar

Um dia era campos, ruas e praças
Agora me restou o frio desse quarto
Onde estas companhia minha, onde estas?
Quantos sonhos restaram nos sonhar?

Te escrevo solidão
essa carta de apelo
Vá se embora bem pra longe
longe de mim e do meu destino.