13 de dezembro de 2011

Oito anos de uma trupe de raros

Há exatamente sete anos  eu escutava pela primeira vez O teatro mágico. A música que era O Anjo mais velho - uma das minhas músicas prediletas atualmente tanto deles como em âmbito geral- foi composta para o irmão mais velho de Fernando, o Rodrigo Anitelli.
Porém, há oito anos eles faziam sua primeira aparição, dando inicio assim há uma carreira que perdura até hoje.
O teatro mágico teve uma importância vil na minha vida. De inicio pelas músicas que sempre pareciam me aconselhar ou me dar algum tipo de abrigo quando precisava, e depois veio à inspiração no meu lado musical com o vocalista da trupe Fernando Anitelli e o violinista Galldino.
Com a mistura de poesia, circo e música em suas criações, O teatro mágico tem por lema fazer música livre, ou seja, música que qualquer pessoa possa ter a liberdade de copiar, distribuir e modificar com objetivos pessoais, não comerciais, mas, não significando que os músicos não possam cobrar por gravações, fitas, CDs ou DATs.
E este lema eles demostram na pratica, disponibilizando em seu site oficial os álbuns, DVDs e produtos da banda. Resumindo: só não tem Teatro Mágico em casa quem não quer.
Mas, de qualquer forma espero que eles continuem fazendo música livre e principalmente de qualidade como vieram fazendo ao longo desses oito anos.

Parabéns trupe. Parabéns O Teatro Mágico!


10 de dezembro de 2011

Dia do palhaço

Há uma música que diz que o palhaço é no grande circo apenas o ladrão do coração de uma mulher.
Entre tantas atrações de um circo, o palhaço é a principal. A sua cara pintada de branco, boca coberta de vermelho, nariz vermelho, olhos desenhados e o traje espalhafatoso fazem parte do seu show, que junto com uma dose de trapalhadas e humor fazem a alegria de qualquer público.
Ser palhaço é fazer rir. Mas, ser palhaço é principalmente fazer sonhar.
O nome palhaço, como foi dito, vem de pagliaccio (omino di paglia, ou "homem de palha"). Isso remonta à pessoa humilde do campo que chega à cidade grande e, muitas vezes, não consegue emprego. Logo, pois, fica sem condições de se manter. Passa a viver na rua, às vezes embriaga-se com cerveja, cuja espuma fica ao redor da boca (é a maquiagem branca), e, de tanto tropeçar nas próprias pernas e cair com o nariz no chão, acaba ficando om o nariz vermelho (é o nariz vermelho, característico da assunção da figura de palhaço). Por não ter dinheiro para comprar roupas, ganha suas roupas de outros, mas estas não lhe servem: por isso, tem uma calça mais curta ou mais larga ou então um sapato muito grande, ou então um casaco grande demais, peças descombinadas e desproporcionadas entre si.
De qualquer forma, hoje, este que pode ser considerado um dos artistas mais antigo da história, está sendo pouco valorizado. Se esqueceram que o humor começou de um palhaço. E que a simplicidade, a graça, elegância e a leveza  também fazem parte de um espetáculo de sorrisos.

Parabéns palhaços pelo dia de vocês.

Post dedicado ao: Teatro Mágico (trupe), Marcio Ballas, Carlitos ( Charles Chaplin) e Selton Mello que recentemente interpretou um digno palhaço nos cinemas.

Palhaços
Rosenna

Há palhaços e "palhaços"
no circo da vida,
há quem faz rir às crianças
com suas piruetas,
os que com suas histórias
faz chorar à gente adulta.
Esses são os verdadeiros palhaços.
Mas há outros "palhaços"
que fazem e dizem coisas por maldade...
quem sabe por inveja e ciúme,
que mentem por demais.
Mas a gente felizmente sabe
que a vida é apenas dos
palhaços...decentes,
dos que vão pela vida com a verdade,
dos que adoram as crianças...
dos que escrevem ternas poesias.
Os palhaços verdadeiros
são os que ao tirar sua máscara
podem-se mirar aos olhos dos meninos
sem vergonha e com muito amor.


Será?

Gostar de alguém e não se ferir é o mesmo que não gostar. E contradigo Camões que dizia que amor é ferida que dói e não se sente. Se sente sim, e muito. Principalmente quando vê que aquele alguém fica com tantas pessoas e com você não. Que só te vê como um amigo. Não quero mais escutar "apenas amigos" . Preciso de algo mais, algo que me faça parar de me perguntar toda manhã: Será que vale a pena?
Gosto de você e você não enxerga, ou não quer enxergar. Não quer admitir que alguém possa te querer tanto a ponto de esquecer de si.
Que todos os sonhos me levam aonde você está. Que fico te observando, te vendo dar risadas com seus amigos e te querendo mais e mais. 
Canções me levam a você, tento dormir na ânsia de te esquecer por algum tempo, mas não, pensamentos escondidos por cada parte minha, querem estar do seu lado, tendo teu corpo emaranhado com o meu. Não sei o que acontece, pode ser amor, uma obsessão que só se cura com seu abraço, ou desejo de algo impossível. Só que o quê não entendo é porque algo que dizem tanto ser bom, parece machucar bem mais que os tombos de bicicleta que quando criança levava. Será que seria esse o significado de amor? A dor?  Fica a questão!

G.D

2 de dezembro de 2011

Enfim, dezembro...

Já  se tornou praticamente uma tradição eu fazer a partir do inicio de dezembro, uma retrospectiva das coisas que vi, ouvi ou fiz durante o ano. Dessa vez decidi fazê-la e postar  aqui.
Se tem algo que gosto não importando a época é música. E neste ano ela esteve muito presente na minha vida, até porque me foi apresentado novidades sobre ela que me conquistaram logo de cara, como foi o caso de Jessie J e o Within Temptation.
Pois, bem! Devido a isso, resolvi começar minha retrospectiva com a música. Fazendo uma espécie de playlist do que mais ouvi em 2011, começando por:

  • Memories, Within Temptation- primeira música e banda que até então desconhecia apresentada a mim neste ano. Foi paixão a primeira ouvida e quem curte um metal sinfônico, vai gostar dela assim como eu. 
  •  Domino, Jessie J- com todo perdão da palavra, mas com um puta vozeirão essa mulher simplesmente dominou minha playlist de 2011.
  • Penguin, Christina Perri - delicadeza musical, define. Conheci neste ano e por  algum tempo foi hit da minha singela playlist ^^
  • Music again, Adam Lambert - virou viciioo por muito tempo, hoje nem tanto. Mas uma coisa eu digo: é um dos meus timbres prediletos. 
  • Nosso pequeno castelo , O Teatro Mágico - O teatro mágico na verdade não foi novidade deste ano, a única novidade aqui que eles lançaram um álbum novo e eu, fã desde 2006, simplesmente AMEI a maioria das músicas, inclusive esta. 
  • What you want, Evanescence - outra coisa que já conhecia, mas por ter lançado album novo, foi imperatriz na minha playlist de 2011. 
  •  Wish You Were Here, Avril Lavigne- tenho uma certa ligação particular com esta música, apesar de adorar Avril desde 2007 que foi quando a conheci, essa música é a qual mais me identifico. Mas não tanto quanto Sereníssima do Legião Urbana. 
  •  Codinome Beija-Flor , Cazuza - Aaah Cazuza! Meu Caju. Fiel companheiro de qualquer hora. Ele e uma dose de whisky, combinação perfeita de qualquer momento. E ficar sem ele na minha playlist de todo dia, não dá, não rola, não é de mim.
  • Someone like you, Adele- conheci Adele este ano, e confesso que esta música dela em especial me trás tanto boas como más lembranças.
  • Criminal, Britney Spears- Toda playlist boa que se preze não pode faltar Britney. Ela é ficha carimbada hoje, amanhã e sempre! 
  •  Back to Black, Amy Winehouse - confesso que não escutei muito Amy, mas esta música dela ficou por um tempo no meu top 20 de mais escutadas neste ano. 
  •  Porto Alegre, Fresno- Não sou de ter preconceitos, mas com relação a música sempre fui bem seleta. Nunca fui de me permitir a conhecer coisas novas, ainda mais largar pré-conceitos sobre determinado artista/banda/grupo. Mas Fresno este ano me provou o contrário. Perdi as contas de quantas vezes sai de casa com a música Porto Alegre tocando no meu MP3 ( sim, ainda tenho o velho e bom MP3). Curti o som da banda e cacei saber mais. E sabe que os garotos do  Rio Grande do Sul, são até que bons?
  •  The Edge of Glory , Lady Gaga - o solinho de sax que tem no meio dessa música, a levada ritmica dela e todos os seus componentes animam meu dia não importa como esteja. 
  •  E para finalizar, California King Bed,  Rihanna - Baladinha que me acompanhou nos momentos mais que românticos e nos devaneios mais sonhadores possíveis. 
Estas foram as músicas que mais me acompanharam em 2011. Uma marcando momentos, outras me lembrando pessoas e até mesmo aquelas que me conquistam pelos componentes existentes em cada estrofe, nota e compasso.


    29 de novembro de 2011

    O Teatro Mágico em Campo Grande: anotações de uma observadora

    Nunca fui boa para expressar em palavras a perfeição. Acredito que ninguém seja, até porque perfeição ou beleza não se explica, ela somente existe. Contudo, poderia fazer um relato exato do que tive a oportunidade de presenciar neste ultimo domingo (27), mas prefiro pelo menos desta vez tentar expressar nas palavras que se seguem o que senti com aquele espetáculo que acontecia diante dos meus olhos. 
    Conheci o trabalho de Fernando Anitelli e O Teatro Mágico em 2006 e desde então acompanho quase que de perto o caminho percorrido por eles. Mas jamais imaginei que algum dia pudesse ver tão de perto um show deles. Tão menos que conheceria a eles todos da forma que pude conhecer neste fim de semana. 
    O show, erroneamente chamado assim, já que eu particularmente defino como espetáculo da poesia, pode ser facilmente caracterizado como incrível, inesquecível e inexplicável. 
    Incrível pela emoção das músicas e a profundidade de suas letras, inesquecível pelo espetáculo criado em cima de um palco tão pequeno comparado ao talento de todos e inexplicável por terem conseguido colocar em um lugar três tipos de arte: o circo, a poesia e a música. 
    Confesso que não teve um só momento que o show deixou a desejar. Do começo ao fim prendeu a minha atenção, tanto com as músicas, quanto com as performances dos integrantes, em especial de Andrea e Wallace, respectivamente a bailarina e o acrobata que pulou em certo momento do palco e veio até nós, nos animando ainda mais. 
    Com um show empolgante impregnado de poesia, música e algumas graças do vocalista Fernando Anitelli, aquela experiência foi sem nenhuma dúvida a fiel representação da perfeição. 
    Mas, uma hora o espetáculo teria que chegar ao fim. E por mais que o fim seja um belo incerto, esta foi em partes, a pior parte do show. A parte da despedida deles deixando-nos com um irremediável gosto de quero mais. 
    Porém, eu não queria que acabasse ali. Queria prolongar um pouco mais. Decidi então esperá-los atrás do palco a fim de agradecer pela experiência tão linda vivida ali. Consegui conversar com quase todos, infelizmente lamento não ter tido a mesma oportunidade com Galldino, o violinista da trupe , mas de qualquer forma o carinho e atenção do vocalista Fernando Anitelli comigo e até mesmo dos outros integrantes compensaram de alguma forma esta falta. 
    Sendo que O Teatro Mágico mostrou que não só é possível fazer música independente, como também é possível fazer de um show  um sonho que não queremos acordar. E se eu pudesse voltar no tempo, neste exato momento, voltaria naquele instante em que estava em frente a aquele palco, vendo músicos, artistas e poetas transformarem na frente dos meus olhos meu sonho em realidade. 

     

    26 de novembro de 2011

    A origem das notas músicais

    A vida, já diria Friedrich Nietzsche, sem a música seria um erro. Um grande erro por sinal. Mas, até mesmo leigos no assunto sabem que a música é feita de notas. Que são elas: dó, ré, mi, fá, sol, lá, si. Mas de onde vem o nome delas ou como se originaram?
    Guido DArezzo (995 — 1050) foi um monge italiano e regente do coro da Catedral de Arezzo na Toscana. Foi o criador da pauta musical e batizou as notas musicais com os nomes que conhecemos hoje, baseando-se em um texto sagrado em latim, cantado pelas crianças do coral para que São João Batista os protegesse da rouquidão:


    Texto Original em Latim                          Tradução
    UTqueantlaxis                                                     Para que teus fiéis
    REsonare fibris                                           Possam, com todas as fibras
    MIra gestorum                                                          de sua Alma
    FAmuli tuorum                                            Cantar as maravihas da vida
    SOLve polluti                                             Purifica seus lábios manchados
    LAbi reatum                                                                do Pecado
    SANcte Ioannes                                                            São João


    O sistema de Guido dArezzo sofreu algumas pequenas transformações no decorrer do tempo: a nota Ut passou a ser chamada de Dó, para facilitar o solfejo e a nota San passou a ser chamada de Sí (por serem as inicias em latim de São João, Sancte Ioannes), enquanto que a pauta ganhou linhas e espaços a mais, embora sua essência continue a mesma.
    Ou seja, enquanto estiver no papel, qualquer coisa pode se considerar música!


    • Fonte - Ministério da música

    15 de novembro de 2011

    Rui Barbosa - o jornalismo de 1889

    Em 15 de novembro de 1889, o Brasil deixava de ser império e se tornava república através do Marechal Deodoro da Fonseca. Neste período o jornalismo começava a mostrar sua potencialidade, tendo como um dos seus expoentes Rui Barbosa. 
    Rui Barbosa deixou como legado muitos textos, dentre eles artigos para jornais, tendo colaborado no Diário de Notícias durante sete meses no ano da proclamação da republica . Acredita-se que por meio desses artigos, Rui Barbosa iniciou, no mesmo ano, uma forte campanha para que a monarquia adotasse o regime federativo, a exemplo dos Estados Unidos, escrevendo sobre diversas questões.
    Nesta época  já se havia em mente o conceito de que um Estado só evolui a partir da educação, e mesmo que extrapolasse sua condição de jornalista Rui Barbosa já abordava todas as questões problematicas que envolvem a sociedade atual. 
    Rui também foi um dos maiores incentivadores da abolição no Brasil e utilizou da imprensa e do seu papel como jornalista para opinar sobre o assunto. Sendo que em 1888 foi decretada a abolição da escravatura no país dando por encerrada a questão. Após a abolição e já no Jornal do Brasil, ele começou sua campanha para que o Brasil adotasse o regime federalista americano, tendo em vista que  depois da Proclamação da Republica pelo general Deodoro da Fonseca, ele foi convidado a ocupar a pasta das finanças. 
    Em 1921, Rui Barbosa escreveu uma introdução à Queda do Império e,inicialmente, destacou o fato de estar sempre mudando de opinião sobre questões postas na sociedade brasileira, o que gerava muitas críticas. Dos textos deixados pelo autor, os jornalísticos são os que melhor revelam as metamorfoses de seu pensamento, principalmente os que se referiam ao regime politico de sua época.


    Fonte